O novo Ensino Médio: que mudanças devem acontecer?

Quem é gestor de escola, estudante ou responsável precisa estar atento aos novos caminhos do Ensino Médio, afinal, na entrada de 2022, devem acontecer mudanças substanciais nesse nível de educação no que se refere a carga horária, estrutura curricular e concepção pedagógica. O Ensino Médio, na realidade histórica brasileira, vem se desmantelando ao longo de sua existência. Se olharmos seu objetivo na legislação nacional, encontraremos um tripé muito ousado: a. o desenvolvimento da pessoa humana; b. preparação básica para o trabalho; e c. condições para o prosseguimento dos estudos com compreensão dos fundamentos científicos-tecnológicos.   Mesmo assim, os dados atuais demonstram que o EM sofre com a falta de sentido, utilidade e capacidade para auxiliar os estudantes a seguirem em frente, seja como profissionais que adentram ao mercado de trabalho, ou como futuros graduados pela educação superior. 

No entanto, a partir de 2022, muitas coisas precisam mudar. Na nova diretriz se reforça o fundamento de educar para a vida e suas complexidades e é, nesse ponto, que se materializa nossa dificuldade de implantar práticas pedagógicas inovadoras. O primeiro grande pedagógico indicado é: a. desenvolver as mentes dos estudantes, tornando-os protagonistas das suas próprias aprendizagens. Não há professor que consiga aprender por seus alunos. A aprendizagem é interna a cada ser humano; b. o segundo e grande desafio é fazer dialogar conteúdo teórico com a realidade do estudante, aproximando, assim, o que explica do que é preciso ser explicado; c. a terceira e forte instigação vai ao mesmo entendimento: oferecer, naquilo que se aprende na escola, conhecimentos, instrumentos e recursos que possam auxiliar a construir respostas inovadoras e criativas para as questões complexas da vida e da humanidade.

Diante disso, temos muito a mudar na escola e mudanças se fazem por formações continuadas de professores, com muitas práticas, sem medo de errar e experimentar. Afinal, o ser humano é por demais complexo e a educação tem o dever de ajudar nesse desenvolvimento.