Chegamos praticamente ao final de 2021. Pensávamos que tudo estaria bem melhor do que está. Foi um ano de muito trabalho para muitos brasileiros, ainda que perdas de todos os tipos não tenham cessado. Temos falado e entrado em contato com professores de norte a sul, de leste a oeste e temos visto várias falas, sentimentos e desejos. Entretanto, nossa triste realidade educacional não tem data para cessar e ainda, por alguns bons anos, estaremos no final das listas internacionais na qualidade educacional.
Verificamos na nossa jornada que alguns professores se apegam ao negacionismo, palavra bem utilizada ultimamente e se percebem em uma jornada ascendente em vista de um crescimento no IDEB, avaliação educacional nacional. Outros, não têm o desejo de mudar e pouco se sentem desafiados, talvez tenham cansado no meio do caminho. Outros ainda acreditam e tentam, mesmo não sabendo como ou o quê mudar exatamente. Ás vezes parece que essa história vem de Marte e está muito longe da nossa realidade.
Ouvindo Marjo Kyllonen, Secretária de Educação de Helsinki/Finlândia, vejo que mudar é da Terra, não vem de Marte não! No entanto, temos alguns entraves culturais a superar. Ela traz a importância do papel do professor como principal ativo da educação e que a mudança depende dele, ou seja, é preciso investir no professor. Ainda remete que liderar mudanças é ajudar as pessoas a transformarem seu modo de fazer as coisas e que isso implica trabalhar entre a zona de conforto e o pânico total, ou seja, desacomodar e partir de onde está para uma nova jornada. Por último, é preciso saber aonde se deseja chegar, a meta, e traçar um caminho coerente para chegar lá.
Impossível? Penso que não. Difícil, para nós brasileiros sim, e será preciso trabalhar de forma muito coerente e comprometida. Eu acredito na força da mudança eu acredito que é possível!