Investigar nos remete a querer saber por que as coisas são como são, a não ter na sua frente respostas prontas, mas constantes desafios, problemas a compreender, a resolver em um caminho no qual quanto mais descobrimos, mais temos desejo de descobrir. Pensar nos remete a conectar desafios, problemas, reflexões divergentes que nos motivam a buscar luz nas teorias científicas e produzir novo conhecimento em um caminho sem fim, pois cada novo conhecimento abre novos horizontes e jamais conseguiremos chegar a respostas finais e plenas. Esse é o fantástico da vida. Essa é a essência humana: investigar e pensar!
Em contrapartida, o nosso sistema educacional continua formando repetidores e, como afirma o Prof. Ricardo Monteiro, esse sistema está falido, pois desconsidera o ser humano ao qual se destina. Para investigar, precisamos problematizar e conectar a vida com a escola; mas os professores desconhecem o que é problema e não tem o hábito de conectar a nova aprendizagem com a vida fora da escola. Para refletir os problemas e orientar os estudantes na construção do novo conhecimento, precisamos das teorias científicas; mas os professores estão confusos em relação ao o que é empírico e o que é teórico e desconhecem os problemas que deram origem às teorias. A vida é sistêmica e interdisciplinar; mas na escola a vida continua fragmentada e para fazer interdisciplinaridade se coloca lado a lado os tradicionais conteúdos. A metodologia precisa conduzir o estudante ao desenvolvimento das metas e respeitar o caminho da mente; mas a escola e os professores não tem metas e desconhecem o caminho como a mente aprende. As competências, habilidades, atividades e avaliação precisam estar integrados entre si, mas nos planos de aula e nas práticas tudo está sem conexão.
Este sistema de ensino estará falido até que encontre o caminho de resgatar a natureza humana de investigar e pensar!